As dívidas com água, luz e gás aumentaram 10% entre 2013 e 2014. A subida reflete o auge da crise e da taxa de desemprego, que deixou um rasto de mais de 150 mil processos judiciais por dívidas.

De acordo com os dados do Ministério da Justiça relativos ao ano passado, o grosso das dívidas continua a ser sobre o fornecimento de bens e serviços. Trata-se de um aumento de 10% face a 2013.
 
Os dados refletem a crise e as elevadas taxas de desemprego, cujos efeitos se conhecem bem através dos números relativos ao ano passado e que comprovam o rasto de dívidas deixado no balcão nacional de injunções, onde os credores podem obter um documento que ateste a dívida, sem congestionar os tribunais.
 
Neste balcão o número de calotes interiores a 500 euros disparou 54%.
 
Segundo o Jornal de Notícias, entraram no balcão um total de 62.164 processos, quando em 2013 o número de dívidas para o mesmo montante inferior a 500 euros foi de 40.399.
 
Por regra, os consumidores deixam primeiro de pagar a luz, porque normalmente é a fatura que mais pesa, depois a água e, por fim, os pacotes de telecomunicações com televisão e telemóvel.
 
Do perfil traçado pela DECO, são os desempregados de longa duração ou cujos subsídios estão a terminar aqueles que não conseguem cumprir estas obrigações.