O aumento do imposto sobre os combustíveis vai ter “consequências terríveis” para a competitividade das empresas e para as exportações, avisam onze organizações do setor dos transportes e logística, apelando a um recuo nesta decisão.

O manifesto sublinha que o aumento de seis cêntimos por litro nos produtos petrolíferos constitui uma sobrecarga desproporcional” com repercussões “avassaladoras” na economia nacional, em particular nas empresas exportadoras.

É assinado pela ANTROP (Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros), CCP (Confederação do Comércio e Serviços de Portugal), ANTRAM (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias), ANTP (Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas), CPC (Conselho Português de Carregadores), APAT (Associação dos Transitários de Portugal), ANTRAL (Associação Nacional dos Transportadores Rodoviário em Automóveis Ligeiros), APOL (Associação Portuguesa de Operadores Logísticos, ANECRA (Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel), ARP (Associação Rodoviária de Transportadores Pesados de Passageiros) e ARAN (Associação Nacional do Ramo Automóvel).

As associações sublinham que o combustível é um dos principais custos de produção das empresas de transporte pelo que o acréscimo irá afetar a sua “sustentabilidade” e diminuir as “suas capacidades competitivas face à envolvente europeia”.

Alertam, por outro lado, para o facto de não estar previsto no Orçamento nenhum mecanismo de correção/inversão da medida caso se registe um aumento da cotação do petróleo.

“Caso tal aconteça, o descalabro será incomensurável”, referem no documento, pedindo ao Governo que reveja a sua posição e consagre medidas de diferenciação positiva entre o transporte profissional e o particular.

Os signatários terminam o manifesto declarando que não vão assistir imóveis “a este enorme ataque à capacidade das empresas subsistirem” e prometendo lutar “por todos os meios legítimos pela sua sobrevivência”.