Os trabalhadores do grupo Auchan fizeram esta quinta-feira uma greve, durante a qual se concentraram junto à sede da empresa, em Lisboa, e decidiram aderir à paralisação do setor da distribuição marcada para 1 de maio.

Na base do conflito está a falta de resposta da empresa ao caderno reivindicativo apresentado em novembro pelos representantes dos trabalhadores, que prevê, nomeadamente, aumentos salariais para todos os funcionários e o fim da desregulação dos horários de trabalho.

O protesto de hoje dos trabalhadores do grupo Auchan realizou-se no âmbito de uma quinzena de luta, iniciada na segunda-feira nas empresas de distribuição, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

De acordo com o sindicato, com esta quinzena de luta, os trabalhadores do setor da distribuição pretendem a revisão do contrato coletivo de trabalho, sem redução do valor pago pelo trabalho suplementar, trabalho em dia feriado e sem banco de horas, bem como o aumento dos salários de todos os trabalhadores.

Os funcionários reivindicam ainda a equiparação da carreira profissional dos operadores de armazém à carreira dos operadores de loja, com a respetiva equiparação salarial.

O protesto dos trabalhadores da distribuição terá continuidade com uma greve em todas as empresas do setor no 1.º de maio, data para a qual reivindicam o direito ao gozo deste feriado, considerado internacionalmente como o Dia do Trabalhador.