A Grécia pagou esta sexta-feira ao Fundo Monetário Internacional (FMI) 348 milhões de euros correspondentes à segunda tranche do empréstimo que deve pagar àquele organismo em março, assegurou uma fonte do Ministério das Finanças grego, citada pela EFE.

A Grécia tem de pagar 547 milhões de euros ao FMI a 16 de março e outros 330 milhões de euros a 20 deste mês.

A 06 de março último, a Grécia devolveu ao FMI a primeira tranche de 310 milhões de euros.

Num dia em que prosseguem as conversações entre Atenas e os parceiros, o ministro das Finanças alemão, em entrevista a uma televisão austríaca, disse que não pode excluir a possibilidade da Grécia sair da zona euro.

A Grécia enfrenta grandes problemas de liquidez, que o Governo grego não concretizou, mas que resultam da decisão do Banco Central Europeu (BCE) de desde 11 de fevereiro deixar de aceitar os títulos gregos como garantia nas operações ordinárias de refinanciamento, como os leilões semanais.

Os bancos gregos podem conseguir liquidez através do Banco da Grécia, mas à taxa de juro de 1,55%, muito acima da de 0,05% atualmente praticada pelo BCE.

O ministro das Finanças grego assegurou, numa entrevista recente, que o Estado tem o dinheiro necessário para pagar os salários, as pensões e as obrigações com o FMI.

No início deste mês, a Grécia colocou 2.100 milhões de euros em 'letras do Tesouro' a três e seis meses a taxas de juro mais elevadas do que as praticadas em leilões precedentes comparáveis.

Desde que a Grécia saiu do mercado primário da dívida só se pode financiar através de leilões de 'letras do Tesouro', mas com um limite de 15.000 milhões de euros, que já foi alcançado.

Os leilões de março de 'letras do Tesouro' foram de especial importância porque Atenas enfrenta um mês decisivo em termos de liquidez, com numerosos pagamentos calendarizados e sem poder receber das instituições que formavam a troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) ajuda financeira senão quando cumprir uma série de requisitos pendentes.

O acordo alcançado com o Eurogrupo estipula que até ao final de abril, para quando está prevista a realização de uma avaliação das reformas prometidas, a Grécia não obterá os 7.200 milhões de euros que estão pendentes do segundo resgate.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, está reunido em Bruxelas com o presidente da Comissão Europeia e depois segue-se o encontro com o presidente do parlamento Europeu, Martin Schulz.