O Eurogrupo referiu esta segunda-feira que houve progressos nas negociações entre os credores e a Grécia, mas considerou que "mais tempo e esforço" são precisos em várias matérias para se chegar a um acordo alargado.

No comunicado do Eurogrupo sobre a Grécia, hoje divulgado, os ministros das Finanças da zona euro que hoje se reuniram em Bruxelas saudaram os "progressos alcançados até agora", referindo sobretudo as melhorias existentes nos procedimentos de trabalho ao nível técnico, o que consideram que "tem contribuído para uma discussão mais substancial".

No entanto, refere a nota, ainda é preciso "mais tempo e esforço para colmatar as divergências que permanecem".

Segundo as informações conhecidas, as divergências dizem respeito sobretudo a medidas relacionadas com as pensões, o mercado laboral e as privatizações.

Entretanto, a ordem para pagar o reembolso de 750 milhões de euros ao FMI por parte da Grécia já foi dado.

Desde fevereiro que o chamado Grupo de Bruxelas - que junta a Grécia e as instituições que formavam a troika (Comissão, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) - está em discussões sobre reformas a serem adotadas pela Grécia que permitam ultrapassar o impasse e transferir para os cofres gregos a última tranche do atual programa de resgate, cuja parcela ascende a 7,2 mil milhões de euros.

No entanto, para isso acontecer ainda são precisos muitos avanços, sobretudo nas pensões, no mercado laboral e nas privatizações, matérias em que as partes ainda têm profundas divergências.

Além do acesso à última tranche do resgate, para Atenas também é importante alguma flexibilização por parte do BCE, nomeadamente o aumento do valor da linha de emergência em que os bancos gregos se podem financiar e a não colocação de mais exigências aos colaterais apresentados pelos bancos gregos para irem buscar dinheiro ao banco central.

A Grécia gostaria ainda que o BCE permitisse que o tesouro helénico pudesse emitir mais dívida pública de curto prazo.

Sobre este assunto, o presidente do Eurogrupo, Dijsselboem, reiterou a frase de que o "BCE é independente" e que não será o Eurogrupo a "indicar o que o BCE deve fazer".