A Comissão Europeia advertiu Portugal de que não haverá «complacência» no pós-troika, tendo que ser mantidas nos próximos meses e anos as políticas orçamentais sólidas e assegurado o compromisso com reformas que estimulem o crescimento.

Passos celebra fim do programa: «Demos conta do recado»

«Depois da Irlanda e da Espanha, Portugal é o terceiro país da zona euro a sair com sucesso do seu programa de assistência. Apesar de ser um motivo para celebração, não é razão para complacência», anunciou o comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, Siim Kallas, em comunicado.

«Para se chegar a uma recuperação mais robusta e fazer baixar o ainda inaceitavelmente alto nível de desemprego, será essencial manter um compromisso inabalável com políticas orçamentais sólidas e que favoreçam as reformas estimuladoras do crescimento nos próximos meses e anos», adiantou o comissário.

Bruxelas salientou ainda ter ficado «ao lado de Portugal durante a crise» e o comunicado destaca que o executivo comunitário «continuará a apoiar e a encorajar os esforços que Portugal continua a fazer para construir uma base económica mais sólida para o futuro dos cidadãos».

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou, no início do mês, que o Estado português iria regressar aos mercados financeiros sem necessidade de um programa cautelar, terminando assim a intervenção da troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu).

O Programa de Assistência Económica e Financeira termina hoje, no dia em que se cumprem três anos da assinatura do memorando inicial pelo governo socialista de José Sócrates com os credores internacionais.

No entanto, o executivo de Pedro Passos Coelho pediu a extensão por mais seis semanas do período do resgate, até ao final de junho, uma situação que foi justificada por razões técnicas das instituições internacionais.