A Tabela Única de Suplementos (TUS) anunciada pelo Governo pretende «servir de capote» para cortes na retribuição dos trabalhadores e não resolve os problemas dos funcionários da administração pública, sustentou hoje o secretário-geral da CGTP.

Suplementos na função pública deixam de ser pagos em percentagem

Arménio Carlos considerou que a tabela única que está a ser preparada não foi pensada para resolver os problemas dos trabalhadores da administração pública nem «para lhes dar aquilo que efetivamente eles merecem, que é a atualização dos salários e, simultaneamente, a possibilidade de terem melhores condições de trabalho e de vida».

O Governo aprovou hoje na generalidade as condições que podem fundamentar a atribuição de suplementos remuneratórios na função pública, bem como a forma do respetivo valor, através de uma Tabela Única de Suplementos para dar início a uma negociação com os sindicatos.

«Quando o Governo diz que aponta uma tabela única para carreiras e salários mas depois condiciona a atualização das carreiras ou a evolução das carreiras ou a atualização dos salários à consolidação orçamental, o que é que eles nos estão a dizer», disse o sindicalista à margem do VIII Congresso da União dos Sindicatos do Algarve.

«Se vai continuar assim mais algum tempo, bem podíamos esperar mais não sei quantos anos e nunca mais os trabalhadores da administração pública eram aumentados», argumentou.

Em conferência de imprensa realizada hoje após o Conselho de Ministros, o secretário de Estado da Administração Pública, Leite Martins, afirmou que a TUS não tem como objetivo assegurar poupanças orçamentais.