O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou hoje que a taxa de desemprego de 15,3% registada em Portugal no mês de fevereiro confirma que o país «não ultrapassou a crise» e que continuam a ser destruídos empregos.

Falando à margem de uma concentração de trabalhadores da Portucel/Soporcel que se manifestavam junto à sede do grupo, em Lisboa, em defesa do fundo de pensões e do caderno reivindicativo para 2014, o líder da CGTP, considerou que a taxa de desemprego de 15,3% em fevereiro confirma que o país «não ultrapassou a crise» com que tem vindo a ser confrontado e que se «está a destruir um número significativo de empregos».

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O Eurostat, gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, anunciou hoje que a taxa de desemprego em Portugal se manteve nos 15,3% em fevereiro, pelo terceiro mês consecutivo, tendo, entre os jovens, subido para os 35%.

Para Arménio Carlos, se a taxa de desemprego se manteve há que ter em conta que ela «não está dissociada» de existir «um número cada vez mais crescente de saídas do país para a emigração».

Assim, para o líder da CGTP, «as políticas que estão a ser seguidas não só não resolvem os problemas, não só não criam emprego, como estão a afastar a mão-de-obra mais qualificada do país para o estrangeiro e a deixar-nos numa posição ainda mais insustentável».

Daí que a CGTP considere que «a continuação destas políticas só irá agravar os problemas e a situação com que vivem hoje as pessoas, particularmente os desempregados e aqueles que não têm qualquer tipo de proteção social e também os jovens».

«Ao contrário do que seria desejável, encontrarem emprego, neste momento, os jovens veem negado o direito ao trabalho, serem felizes e constituírem a sua família em Portugal», sublinhou.