O presidente executivo da PT Portugal, Armando Almeida, afirmou na noite de quinta-feira que a «empresa tem gestores a mais», pelo que necessita ter uma estrutura de custos mais competitiva.

Armando Almeida falava no jantar-debate organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), que decorreu hoje em Lisboa.

«A empresa tem gestores a mais, precisa de ser mais lean (magra), precisamos de trabalhar nessa área», disse o presidente da PT Portugal antes de ser divulgado que a Oi aprovou a venda da PT aos franceses da Altice.

A PT Portugal, adiantou, «não tem uma estrutura de custos competitiva» e é preciso «que seja mais competitiva».

Armando Almeida disse que atualmente «há uma grande confusão no mercado» entre a PT Portugal e a PT SGPS, uma vez que as pessoas confundem porque têm o mesmo nome.

«Acho muito importante a separação entre as duas empresas, uma tem ativos, outra é um veículo financeiro», explicou.

A PT Portugal, que detém os ativos Meo e Sapo, entre outros, é controlada pela brasileira Oi desde maio, enquanto a PT SGPS tem a dívida de quase 900 milhões de euros da dívida da Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES), e uma participação de 25,6% na empresa brasileira.

Por sua vez, a Oi detém cerca de 10% da PT SGPS, que está a ser alvo de uma oferta pública de aquisição (OPA) por parte da Terra Peregrin, da empresária angolana Isabel dos Santos.

Armando Almeida escusou-se a falar das negociações entre a Oi e a Altice para a compra da PT Portugal, já que está «num quiet period (período de silêncio)» por causa da operação.

A Bloomberg noticiou que o Conselho de Administração da Oi poderá decidir ainda hoje sobre a venda da empresa à Altice.

Em relação à motivação dos trabalhadores, numa altura em que a venda da PT Portugal é assunto na ordem do dia, Armando Almeida disse que «as pessoas estão preocupadas com a situação», pelo que quando tudo «estiver clarificado a motivação será acelerada».

Questionado sobre se a empresa tem fantasmas, Armando Almeida disse: «É capaz de os haver, mas não os encontro. Há outras pessoas que passam por mim e são mais preocupantes que fantasmas».

«A PT é uma empresa importante para Portugal e pode obviamente ajudar o país. Acho que pode haver trabalho conjunto entre a PT Portugal e o Estado», concluiu Armando Almeida.