A poupança das famílias voltou a subir em outubro, pelo terceiro mês consecutivo, fixando-se nos 79,1 pontos, o novo máximo do ano, segundo o indicador da APFIPP/Universidade Católica, hoje divulgado.

Em setembro, o indicador tinha registado uma ligeira subida (76,8 pontos face a 73,5 pontos em agosto), refletindo um aumento da poupança corrente no quarto trimestre de 2014 e a revisão em alta do Produto Interno Bruto (PIB) nominal do primeiro trimestre de 2015.

A Universidade Católica refere que a atualização dos dados da poupança de outubro mostra que, apesar do aumento verificado, a tendência da poupança das famílias, medida pela variação trimestral da série alisada, se mantém, ainda que ligeiramente, em terreno negativo desde meados de 2012, embora continue "a diminuir muito ligeiramente em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB)".

Além disso, o indicador APFIPP/ Universidade Católica em outubro "não alterou significativamente a tendência de poupança das famílias em percentagem do PIB".

Desde julho do ano passado que o indicador de poupança da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP)/ Universidade Católica vinha apresentando aumentos mensalmente até que em outubro do ano passado registou uma queda face ao mês anterior, tendo depois voltado a subir até nova descida em fevereiro.

A partir dessa altura, o indicador esteve sempre a subir, com uma queda ligeira em julho (72,4 pontos), passando dos 69,9 pontos em março para os 79,1 pontos em outubro.

O indicador inclui os dados do Instituto Nacional de Estatística (já de acordo com o novo Sistema Europeu de Contas, o SEC2010, e com a nova base 2011) e da poupança financeira do Banco de Portugal.

O indicador de poupança assumiu o valor 100 no último trimestre de 2000 quando a taxa de poupança foi de cerca de 8% do PIB.

Assim, cada 12,5 pontos do indicador representam cerca de 1% do PIB. Quando o indicador atinge o valor 125, a poupança das famílias é cerca de 10% do produto.