O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, considerou esta segunda-feira que o guião para a reforma do Estado é uma proposta de trabalho que está «bem desenhada» e que «só peca por tardia».

«[O guião] está bem desenhado, é uma proposta de trabalho que deve ser bem aceite por todos nós e enriquecido com as propostas que todos - parceiros sociais e partidos - seguramente temos para incutir», disse António Saraiva aos jornalistas depois de um encontro com o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

Para o líder da CIP, esta foi a primeira de muitas reuniões sobre a reforma que está a ser iniciada e que deve tornar o Estado mais eficiente e eficaz.

«[O Estado] deve sair de determinadas áreas onde esta provado que não é eficiente ou eficaz, deve concessionar, deve privatizar (¿) o guião fala da saúde e educação, são exemplos, mas há outras áreas», disse.

Questionado sobre a exigência da UGT, que na sexta-feira afirmou que «não vai fazer quaisquer acordos» com o Governo, a não ser que sejam colocadas em cima da mesa matérias consideradas essenciais para a central sindical, nomeadamente, o aumento do salário mínimo nacional, António Saraiva garantiu que «não há exigências desta ou daquela natureza».

«Assinaremos sempre uma verdadeira reforma do Estado, não colocaremos condições, a condição é que ela tenha efeito. A verdadeira reforma só peca por tardia», disse.

Ainda assim, relativamente à subida do salário mínimo nacional, a CIP reiterou estar disponível para discutir o assunto «em determinadas condições para, durante 2014, poder aplicá-lo.