A Europa pode estar a caminhar para uma saída o mais ordenada possível da Grécia da Zona Euro. A opinião é de António Costa, comentador da TVI.
 
No “Jornal da Uma” desta segunda-feira, António Costa lembrou que há duas datas decisivas em julho para definir o futuro da Grécia: dia 5, quando os gregos vão a referendo, decidir se aceitam ou não a proposta dos credores, e o dia 20, quando termina o prazo para a Grécia pagar ao Banco Central Europeu (BCE).
 
“Creio que nesta semana, para já, não vai acontecer nada, não vai haver já uma saída do euro, até porque o BCE vai monitorar dia a dia o dinheiro que vai emprestar à banca grega, para assegurar alguma estabilidade”, afirmou.
 
Mas depois do referendo, e se os gregos disserem “não” aos credores, “parece inevitável que a Grécia saia do euro”, considera António Costa, para quem a proposta dos credores “parece bastante razoável” e “não corresponde ao que o Governo grego andava a vender aos gregos e à Europa”.
 
“Se vencer o não no referendo e a Grécia falhar o pagamento ao BCE no dia 20, isso faz com que o BCE deixe de poder ceder liquidez, e aí a decisão deixa de ser política. Sem dinheiro, será necessário uma moeda alternativa na Grécia”, explica o comentador.
 
Para António Costa, quanto mais se estender a indecisão em torno da Grécia, maior o risco de contágio a outros países considerados mais frágeis, como Portugal. Por isso, defende, “Julho tem de ser o mês do sim ou não, os credores e a Grécia têm de tomar decisões, a situação já se arrasta há demasiado tempo”, concluiu.