O ministro das Finanças falou da possibilidade de revisão de metas - deixando a porta aberta para 2016 - e o primeiro-ministro não negou mas para 2017. António Costa assume que pode haver necessidade de rever as previsões de crescimento para 2017 quando, em Outubro apresentar a proposta de Orçamento do Estado para o ano que vem.

Uma revisão que se pode justificar, sobretudo devido àquilo que venha a ser a evolução do cenário internacional.

Nada justifica  que haja risco de preocupação, Claro, que o cenário internacional, como já disse o senhor ministro das Finanças, pode levar a que, em Outubro, quando apresentarmos o Orçamento do Estado para 2017 possa ser necessário fazer alguma atualização", assumiu Costa

Quanto aos números deste ano, recusou quaisquer revisões em baixa.

Os dados estão lançados [para 2016] e felizmente dão contas certas", assegurou o primeiro-ministro.

E foi mais longe ao afirmar que este é um Governo que resolve "desgraças" quando, à margem da Cimeira Europeia, cujo tema central foi, incontornavelmente, o Brexit, lhe perguntaram sobre a necessidade de revisão em baixa de alguns números na sequência das sanções que Bruxelas, vais mesmo aplicar a Portugal, no âmbito do procedimento por défice excessivo.

Este Governo está preparado para todas as piores previsões porque todas as semanas temos uma desgraça (...) até agora passaram seis meses e essa desgraça não se confirma ou, tendo ocorrido, foi ultrapassada, Este é um Governo que nasceu para enfrentar e resolver desgraças", conclui.