O Presidente da TAP foi chamado de urgência à Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC). Fernando Pinto vai dirigir-se às instalações do regulador da aviação esta tarde.

O regulador quer esclarecimentos sobre o empréstimo de 120 milhões de euros que devia entrar de imediato na TAP e que faz parte do plano de recapitalização da empresa.

Esta injeção de capital é repartida pelos privados, entre os quais estão os chineses da HMA e o Estado, a quem cabe entrar com 30 milhões de euros.

A ANAC anunciou na sexta-feira que chumbou a privatização original da TAP e tudo porque continua com dúvidas sobre quem manda na companhia aérea.

Em comunicado, o regulador explicou que decidiu aplicar à TAP e à Portugália medidas cautelares que impedem a tomada de decisões de gestão extraordinária ou que tenham impacto significativo no património, na atividade e na operação das duas empresas.

A empresa vai estar em gestão corrente durante três meses e a ANAC assegura que "a decisão de imposição de medidas cautelares destinadas a garantir o cumprimento do Regulamento afigura-se também totalmente adequada a assegurar a manutenção da estabilidade na atividade da TAP e da PGA, no interesse de todos os seus stakeholders".