A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública aprovou esta terça-feira uma proposta reivindicativa para o ano de 2014 na qual exige, entre outras medidas, o aumento de 3,7% nos salários e nas pensões para o próximo ano.

«Fazemos uma proposta reivindicativa de 3,7% para o ano de 2014 nos salários e nas pensões (...), um aumento do subsídio de refeição para 6,5%, um aumento das despesas com a ADSE e outras em 3,7%», disse a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, em conferência de imprensa.

Estas reivindicações hoje apresentadas pela sindicalista constam de uma proposta aprovada esta manhã na cimeira da estrutura sindical e que será entregue ao Governo ainda esta tarde.

A Frente Comum exige igualmente ao Executivo «que regularize todas as situações de precariedade na função pública», integrando no quadro dos serviços todos os trabalhadores contratados a prazo há já vários anos.

Relativamente ao trabalho extraordinário «exigimos que sejam repostos os valores praticados anteriormente de 50%, 75% e 100%, respetivamente, e apresentamos uma recusa frontal à adaptabilidade dentro da administração pública com o banco de horas que o Governo pretende instituir no âmbito da aprovação do contrato de trabalho em funções públicas, em vigor no âmbito do Orçamento do Estado para 2013».

Nesta cimeira foram ainda aprovadas algumas ações de protesto, para além do protesto nacional já anunciado para o dia 25 de setembro contra o corte nas pensões.

No dia 30 de setembro haverá novo protesto, em frente ao Ministério das Finanças, em Lisboa, contra o alargamento do horário de trabalho no Estado de 35 para 40 horas semanais.

Ana Avoila revelou ainda que no próximo dia 04 de outubro haverá uma reunião da estrutura sindical para «aprovar uma nova jornada de luta nacional».