As 25 maiores fortunas em Portugal, que valem 10% do Produto Interno Bruto, somam agora 18,8 mil milhões de euros. É o quarto ano consecutivo em que crescem (15 mil milhões em 2016; 14,7 mil milhões de euros em 2015; 14,3 mil milhões em 2014). Os números são divulgados pela revista Exame.

A publicação, que analisa estes número, há 13 anos, refere ainda que este “é o maior crescimento anual dos últimos anos”.

Só as três maiores fortunas do país detêm quase oito mil milhões de euros, mais mil milhões do que na edição anterior.

No topo da lista, a família Amorim é a mais rica de Portugal. Com a morte de Américo Amorim, a sua fortuna passa agora para os herdeiros, sendo Paula Amorim a mais velha de três irmãs. Américo Amorim deixa três filhas, Paula, Marta e Luísa, todas empresárias em áreas distintas e que sempre acompanharam o pai nos negócios. O seu património foi avaliado este ano em 3,8 mil milhões de euros, a maior avaliação desde 2014, à conta da Galp e da Corticeira Amorim.

Amorim é seguido de perto por Soares dos Santos que ganhou mais 500 milhões que no ano passado. O líder da Jerónimo Martins viu a sua fortuna aumentar para mais de 2,5 mil milhões (contra os 2 mil milhões do estudo anterior), graças à valorização das ações da dona do Pingo Doce.

No terceiro lugar surge a Guimarães de Mello. Sobe a fortuna de 1,2 para 1,47 mil milhões de euros, com os investimentos no grupo José de Mello, Brisa, CUF e Efacec.

Belmiro de Azevedo recupera milhões mas mantém o quarto lugar do ranking. O dono do grupo Sonae já foi o homem mais rico do país. A fortuna bolsista cresceu mais de 150 milhões para 1,31 milhões de euros.

A mulher mais rica do país está mais rica. Maria Isabel dos Santos, uma das principais acionistas do grupo Jerónimo Martins, mantém o “título”. Detentora de cerca de 10% da sociedade Francisco Manuel dos Santos, dona de a Jerónimo Martins, consegue o oitavo lugar do ranking deste ano, com uma fortuna de 664 milhões de euros, estando mais rica face aos anos anteriores (545,5 milhões de euros em 2016; 448 milhões de euros em 2015 e 429 milhões de euros em 2014).

Para o top 10 entram diretamente Maud e Pedro Queiroz Pereira. Ficam em nono lugar na lista dos mais ricos, graças à subida em bolsa da Semapa.

TOP 10

1- Família Amorim: 3.840 milhões de euros

2- Alexandre Soares dos Santos: 2.532 milhões (vs. 2.078 milhões de euros no ranking anterior, quando já era segundo)

3- Família Guimarães de Mello: 1.471 milhões (vs. 1.285 milhões de euros, mantendo o terceiro lugar no ranking)

4- Belmiro de Azevedo: 1.311 milhões (vs. 1.150 milhões de euros, mantendo o quarto lugar no ranking)

5- António da Silva Rodrigues: 1.038 milhões (vs. 1.115 milhões de euros no estudo anterior, já figurando no quinto lugar)

6- Família Alves Ribeiro: 952 milhões (contra os 972 milhões de euros anteriores mas mantém lugar)

7- Fernando Figueiredo dos Santos: 664 milhões (vs. 545,5 milhões de euros. Era 9.º no ano anterior)

8- Maria Isabel dos Santos: 664 milhões (vs. 545,5 milhões de euros, mantendo 8.º lugar)

9- Fernando Campos Nunes, dono do grupo de Viseu, Visabeira: 575 milhões (vs. 561,9 milhões de euros no ano passado, mantendo lugar)

10- Maud e Pedro Queiroz Pereira: 569 milhões (vs. 341 milhões em 2016. Entram assim no top 10)

 A revista refere que "tal como nos anos anteriores foram usadas para a avaliação do património empresarial todas as fontes disponíveis que pudessem contribuir com informação credível, como relatórios e contas (2015 e 2016), entrevistas a gestores, sites da empresas e do mercado, aplicando-se depois diversos critérios de avaliação."