Continua tudo em aberto em relação à decisão do povo grego em aceitar, ou não, contrapartidas em troca de um novo financiamento.

A Grécia continua muito dividida e, neste momento, a mais recente sondagem aponta para um empate técnico. O “sim” ganha muito ligeiramente frente ao “não” na campanha do referendo que se realiza no domingo.

Segundo uma sondagem do instituto Alco para o jornal Ethnos, 44,8% dos gregos apoiam o “sim” e, portanto, a proposta de acordo apresentada pelos credores; contra 43,3% que o rejeitam.

A percentagem de indecisos, a dois dias do referendo, é de 11,8%.

O risco de Atenas entrar em falência e sair do euro aumentou após o Governo ter rejeitado propostas dos credores e convocado um referendo para Domingo, visando perguntar aos cidadãos se aceitam ou não contrapartidas como aumentos de impostos e cortes nas reformas para receber novo financiamento.

O FMI disse ontem que a Grécia precisa de 50.000 milhões de euros adicionais nos próximos três anos, incluindo 36.000 ME dos seus parceiros europeus, para se manter à tona. Afirmou que Atenas também precisa de um significativo alívio da dívida.

A Grécia falhou o reembolso de 1.600 milhões de euros que tinha, 30 de Junho, a última terça feira, como prazo limite.