A Rolls-Royce Holdings Plc prepara-se para cortar mais 200 postos de trabalho nos cargos de topo. A notícia é avançada pela agência Bloomberg e faz prever que, afinal, os cortes de pessoal na fabricante de motores e turbinas não chegaram ao fim.

Com a nova rodada de cortes, o presidente executivo da empresa, Warren East, terá eliminado mais de 600 posições de gestão na Rolls-Royce Plc.

A nova redução sugere que os esforços anteriores não produziram o impacto previsto já que, em maio, a equipa de gestão tinha dados a indicação que os cortes já tinham chegado ao fim. 

As últimas tentativas de redução de custos da marca envolvem "a reestruturação dos quadros diretivos e irão resultar numa  significativa diminuição de pessoas que deixarão a empresa", tinha dito a Rolls-Royce em comunicado.

"Isso faz parte do nosso programa de transformação em curso, projetado para remover a complexidade e baixar custos, simplificando os nossos processos e nossa estrutura", acrescentava o mesmo.

A empresa tem que duplicar a produção de motores de aeronaves até o final da década, uma meta para a qual contribuirá a entregas de aviões A350 XWB e A330neo à Airbus.

A britânica Rolls-Royce Group Plc trabalha no ramo de aviação civil e militar, e também na área da marina e dos sistemas de energia, tendo sido separada da Rolls-Royce Motor Cars em 1971. É considerada a "herdeira" tecnológica da casa-mãe, que fabrica automóveis e motores.