O número de insolvências na construção e imobiliário diminuiu para quase metade no ano passado, face a 2012, e o setor propõe-se recuperar 70 mil postos de trabalho este ano se o Governo cooperar, anunciou a associação setorial.

«Estes dados, para além de atestarem de forma clara que o processo de ajustamento do setor se encontra, há muito, concluído, comprovam o esforço levado a cabo pelo tecido empresarial para suster os efeitos daquela que é a pior crise de que há registo nesta atividade», sustenta a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) em comunicado.

Segundo recorda, os últimos 12 anos foram marcados por ininterruptas perdas de produção, com o setor a registar uma quebra real e acumulada de 54% da atividade desde 2002.

Contudo, refere, em 2013 o número de empresas do setor que encerraram terá diminuído para cerca de 7.000, contra os 13.000, de 2012, o que traduz uma evolução «ainda mais favorável que a registada para o conjunto da economia, que evidencia uma melhoria de 9,7%» no número de insolvências.

Sustentando que a construção e o imobiliário estão «a dar o seu contributo para o ténue processo de recuperação económica e de captação do investimento que a economia começa a apresentar», a AICCOPN alerta, contudo, que «persistem riscos e obstáculos importantes que cabe, agora, ao Governo eliminar».

«Os primeiros sinais de estabilização e inversão da quebra de atividade do setor, que são já fruto da concretização de medidas consagradas no Compromisso para a Competitividade Sustentável do Setor da Construção e Imobiliário, assinado entre o Governo e a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) não podem ser desperdiçados», defende.

Para a associação, «agora é a vez de o Governo criar as condições para que este esforço não seja em vão e para que a tendência de crescimento verificada nos últimos meses de 2013, para a qual foi essencial o papel do setor da construção e do imobiliário, se possa consolidar de forma definitiva».

Para o efeito, destaca, há que executar as restantes medidas previstas no compromisso, «que podem significar a recuperação, até ao final do ano, de 70 mil postos de trabalho, metade do impacto esperado» com esta iniciativa.