O vice-primeiro-ministro Paulo Portas afirmou esta sexta-feira, em Vila Nova de Gaia, que Portugal “está a dias de conseguir chegar aos 100% de execução do Proder (Programa de Desenvolvimento Rural)”.

“Portugal há quatro anos era um dos países europeus com pior execução do Proder. O que significa que os concursos não arrancavam, que as candidaturas não eram decididas e que o dinheiro em vez de ir para os agricultores ou para as empresas agrícolas ficava retido nas finanças ou era devolvido a Bruxelas”, lembrou Paulo Portas.

Mas, destacou o governante, “quatro anos volvidos, Portugal é país líder na União Europeia em termos de execução do Proder, estamos em 99%, falta muito pouco para chegarmos a uma execução total. E isto significa que o dinheiro foi efetivamente para quem investe na agricultura, para quem investe no mundo rural, para os agricultores e para as empresas agrícolas. Não fica um cêntimo nas Finanças e não é devolvido um cêntimo a Bruxelas”, referiu.

O vice-primeiro-ministro falava no final de uma visita às instalações da Sogrape, uma empresa líder do setor do vinho em Portugal, com 200 milhões de euros de faturação e que exporta cerca de 75% do que produz.

Em relação à execução do Proder, Paulo Portas salientou ainda: “É uma enorme diferença relativamente à situação que nós recebemos e eu acho que se há quem saiba isto é a gente do mundo rural”.

O vice-primeiro-ministro considerou que os portugueses precisam de ter “um bocadinho mais de autoestima” e que devem “ter orgulho em Portugal, naquilo que somos capazes de fazer e os outros não são, naquilo que nós temos de melhor, naquilo que pode puxar por nós cá e em todo o mundo. É o caso do setor do vinho que é manifestamente uma das marcas portuguesas, está no nosso ADN e no ADN das nossas exportações”.

“Acabam de sair os prémios de uma das competições mais afincadas em termos de qualidade de vinho, que é o International Wine Challenge, 60 medalhas de ouro para vinhos portugueses, mais de metade para vinhos do Porto e da Sogrape são vários que não cabem nos dedos das duas mãos”, disse.

Portas acrescentou que o vinho é um dos setores que o Governo “acompanha muito de perto”, referindo que irá estar presente “numa das feiras de vinho mais conhecidas de todo o mundo, em Bordéus, acompanhando cerca de 80 empresas portuguesas vinícolas”.