O provedor do cliente das agências de viagens e turismo, Vera Jardim, alertou esta terça-feira para os cuidados que as pessoas devem ter com os portais de viagens na Internet.

“Há operadores e agências portuguesas que têm o seu portal na net, devidamente identificados, com sede em Portugal. Outra coisa é quando são agências que não sabemos onde se domiciliam e a nossa oportunidade de atuação é zero”, alertou o provedor, citado pela Lusa, durante uma conferência de imprensa, em Lisboa, para apresentação dos números mais recentes sobre as reclamações relativas a viagens organizadas.


Por um lado, no caso de agências 'online' sem domicílio conhecido ou fora de Portugal, estas não são aderentes ao provedor da APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo) – uma condição essencial para as reclamações serem apreciadas, lembrou Vera Jardim. Além disso, mesmo que as queixas sejam apresentadas ao Turismo de Portugal, também esta entidade nada pode fazer, porque não tem forma de identificar as agências responsáveis.

Tem ocorrido um aumento de reclamações em que a impotência das entidades é total, notou o mesmo responsável.

Segundo o provedor, para evitar estes problemas, se as pessoas forem a um portal de viagens na Internet “devem verificar se a agência está em Portugal, saber quem estão a contactar e qual é o responsável se alguma coisa correr mal”, alertou.

Por outro lado, os clientes das agências também se devem informar muito bem sobre promoções em curso, outra questão que tem motivado muitas queixas.

“Têm surgido alguns problemas quando há viagens em promoção, porque as condições alteram-se rapidamente”, avisou.

“As pessoas pensam que o preço da viagem é maior do que devia, mas afinal a promoção é que já não era válida”, disse.

Contra isso, “é importante ver quando é que as promoções são válidas e em que termos devem ser aproveitadas”, sublinhou Vera Jardim, acrescentando que os clientes devem sempre “ler bem os contratos” relativos à viagem e “contactar a sua agência sempre que surgem problemas”.


Vera Jardim aconselhou ainda a que as viagens sejam adquiridas em agências aderentes do provedor, pois em caso de reclamação a decisão do provedor “é sempre executada”, uma vez que existe “acesso ao fundo de garantia”. No total, cerca de 800 pontos de venda são aderentes desta figura.