A Agência Europeia Anti-Fraude (OLAF, na sigla em inglês) concluiu 272 casos e abriu 219 investigações em 2016, tendo recuperado mais de 630 milhões de euros no ano passado e reduzido a duração média de cada processo.

Numa nota emitida recentemente e divulgada no Portal das Finanças, a OLAF indica que, em 2016, "concentrou-se em grandes investigações transnacionais" e considera que deu "um contributo importante para garantir que os fundos europeus chegam aos cidadãos que mais precisam deles".

Em números, a atividade da OLAF ao longo do ano passado saldou-se em 272 casos concluídos, 219 investigações abertas e 346 recomendações feitas aos Estados-membros e às autoridades europeias, o que permitiu "recuperar 631 milhões de euros para o orçamento europeu e ajudar a levar os infratores à justiça".

Além disso, a OLAF dá ainda conta de que reduziu a duração das suas investigações, "que foram concluídas numa média de 18,9 meses", o que constitui um "novo recorde".

Quanto às tendências das práticas de fraude, a Agência Europeia Anti-Fraude concluiu que "os contratos públicos ainda são um mercado atraente para os infratores, que usam a corrupção e as contas em 'offshores' [paraísos fiscais] como facilitadores para a fraude" e que "as subvenções para a investigação e para o emprego constituem um negócio lucrativo de fraude".

Também o facto de as redes criminosas usarem "esquemas transnacionais complexos" para fugir às suas obrigações fiscais e de o contrabando de tabaco ter "mudado significativamente nos últimos anos", com os contrabandistas a virarem as suas atenções para o tráfico de cigarros baratos e sem marca, estão entre as tendências identificadas.

Na nota, o diretor-geral do organismo, Giovanni Kessler, defendeu que as ferramentas dadas pelos legisladores à OLAF devem ser atualizados e reforçados para acompanharem as novas tendências da fraude e evasão fiscais.

"O futuro deve ser guiado pela reforma. Como investigadores antifraude, precisamos dos instrumentos certos para olhar para os fluxos financeiros potencialmente ilícitos, para seguir o dinheiro nos canais fraudulentos e para ter um acesso claro às instalações de operadores económicos ou instituições que possam estar envolvidos em atividades fraudulentas", afirmou Kessler, que está a entrar no último ano do mandato à frente da OLAF.