A SATA vai abandonar em 2016 as rotas entre os Açores e Madrid, Amesterdão e Paris, na sequência da decisão tomada em 2013 de “abandonar progressivamente” rotas deficitárias, afirmou esta segunda-feira o secretário regional do Turismo e Transportes.

“No próximo ano serão abandonadas mais três rotas entre Ponta Delgada, Madrid, Amesterdão e Paris”, afirmou Vítor Fraga, na audição da comissão de inquérito do parlamento açoriano ao Grupo SATA, lembrando que em 2014 terminou a rota entre Ponta Delgada e Copenhaga e já este ano entre Ponta Delgada e a Arlanda (Estocolmo).

Vítor Fraga adiantou que “o Governo dos Açores deu indicações precisas à SATA (enquanto principal acionista da empresa)”, desde 2009, para “efetuar um conjunto de rotas” com o objetivo de servir a região e, embora “se admitisse que pudessem estar no vermelho, teriam de ser sustentadas por um conjunto de outras rotas” da companhia aérea açoriana.

“A partir de 2013, em que houve um conjunto de ações que levaram à degradação efetiva dos resultados da empresa, isso deixou de se verificar”, disse Vítor Fraga, acrescentando que a decisão tomada foi a de “abandonar progressivamente” as rotas deficitárias para “garantir a sustentabilidade da SATA e atenuar os impactos negativos na economia regional”.

Segundo o governante, foram abandonadas rotas que não serviam os interesses da região, apontando, por exemplo, o caso da Madeira, que deu prejuízos de três milhões de euros em 2013, e o Brasil, com prejuízos de um milhão de euros.

Questionado sobre a intenção da SATA começar a voar para Cabo Verde, o secretário regional do Turismo e Transportes referiu que “o desenvolvimento de uma nova rota não se faz de um dia para o outro”, acrescentando que, tanto quanto sabe, “a solução está a ser estudada para ser implementada quando possível”.

A audição de Vítor Fraga foi a última audição presencial no âmbito desta comissão de inquérito ao Grupo SATA, sendo que serão ouvidos ainda, mas por escrito, o atual presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, e o antigo presidente do Executivo e atual deputado na Assembleia da República, Carlos César.

O mandato desta comissão parlamentar de inquérito termina a 27 de dezembro.