A Anheuser-Busch InBev vai cortar cerca de 3% da força de trabalho total que resultar da compra da SABMiller. Uma medida que se destina a maximizar poupanças após a junção das gigantes cervejarias.

As reduções serão implementadas de forma gradual, disseram as empresas num documento, relacionado com a operação divulgado hoje. De acordo com a Bloomberg, que cita fonte próxima do processo, o corte deve atingir cerca de 5.500 pessoas.

Esta redução faz parte de um plano de poupanças anuais na casa do 1,2 mil milhões de euros que a AB InBev pretende atingir, depois da compra.

As cervejeiras, direcionadas para o mercado de mass market (maior consumo), estão a tentar cortar custos de produção e distribuição, à medida que perdem quota de mercado para marcas independentes de menores dimensão na Europa e América do Norte, noticia ainda a Bloomberg.

No ano passado a própria SABMiller duplicou a sua meta de poupança para 930 milhões em 2020.

A AB InBev, a maior cervejaria do mundo, estima que os cortes no emprego não incluam áreas como vendas, onde não é possível fazer grandes planos para a integração das duas marcas devido a restrições regulamentares.

A empresa disse ainda que a sede da SABMiller vai ser integrado em sua sede em Leuven, na Bélgica, e no escritório central em Nova Iorque.

Juntas com um terço da produção mundial de cerveja

A Anheuser-Busch InBev (abreviada AB InBev) é uma multinacional belga-brasileira criada em 2004, após a fusão da belga Interbrew com a brasileira Ambev. É líder mundial do mercado de cerveja, com uma quota de 30% e comercializa marcas como a Budweiser, Corona, Stella Artois,Beck's, Leffe, Hoegarden na Europa; e Skol, Brahma e Antarctica no Brasil.

Já a norte-americana SABMiller detém 10% do mercado mundial, e comercializa marcas como a checa Pilsner Urquell e a italiana Peroni.

Antes da fusão a AB InBev empregava 154.000 pessoas em todo o mundo e operava em 140 países da América, Europa e Ásia. Agora espera reforçar a presença em África.

A fusão das gigantes cervejeiras vai concentrar quase um terço da produção de cerveja no mundo, superando rivais como Heineken e Carlsberg.