A greve dos trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) está a registar uma adesão «pouco significativa», na ordem dos 20%, mas o Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM) acredita que atingirá os 50 ou 60% no final do dia.

Em declarações à Lusa, o presidente daquela estrutura sindical disse aguardar uma evolução do protesto semelhante ao que aconteceu na véspera de Natal, em que a greve «começou com níveis baixos de manhã, mas com tendência para aumentar durante a tarde e no final do dia».

Segundo Jorge Costa, durante a manhã «não houve cancelamento de praticamente nenhuma carreira, mas apenas de 10 a 12 serviços em cada estação», pelo que «só nos horários com intermitências maiores é que se nota mais» o efeito da greve.

A decorrer desde as 0:00 de hoje até às 02:00 de quinta-feira, a greve foi marcada como protesto contra os cortes salariais impostos no Orçamento do Estado e contra a redução do pagamento do trabalho prestado em dia feriado.

Com o agendamento do protesto, o sindicato pretendeu ainda «salvaguardar os trabalhadores» de processos disciplinares semelhantes aos ocorridos a 24 e 31 de dezembro do ano passado, quando «alguns trabalhadores não aceitaram os horários de trabalho determinados nesses dias» pela empresa.

De acordo com o presidente do SNM, na base da fraca adesão ao protesto estará também o facto de a empresa ter decretado tolerância de ponto, concedendo aos funcionários destacados para trabalhar um dia de folga.

Na quarta-feira, por se tratar de trabalho em dia feriado e o respetivo pagamento estar atualmente a ser feito apenas a 50%, contra os anteriores 100%, Jorge Costa diz esperar níveis de adesão superiores por parte dos motoristas da STCP.