Angola desistiu do pedido de ajuda ao FMI. As negociações sobre esse eventual "programa de financiamento ampliado" estavam a decorrer, foram agora interrompidas, mas o país liderado por José Eduardo dos Santos quer, na mesma, ajuda técnica.

“O Presidente da República informou o FMI sobre a decisão de manter o diálogo com o fundo apenas no contexto do artigo IV ‘consultas’ e não no contexto de discussão sobre o programa de ajuda EFF [Programa de Financiamento Ampliado]”

O anúncio foi feito pelo porta-voz da instituição, em conferência de imprensa. Citado pela Lusa, Gerry Rice confirmou que “houve uma alteração” e que, senso assim, “as discussões respeitantes a um possível programa de assistência já não entram no âmbito dos técnicos”.

Angola pretende, no entanto, manter conversações a esse nível com os funcionários daquela organização, que regressam a Luanda antes do fim do ano.na sede do Fundo em Washington.

O pedido de ajuda tinha sido anunciado a 6 de abril, exatamente cinco anos depois de Portugal ter voltado a fazer o mesmo.

O Governo angolano pretendia implementar políticas e reformas para melhorar a estabilidade macroeconómica e financeira do país, sobretudo mediante a disciplina fiscal. E essa solicitação de apoio ao FMI surgiu numa altura em que Angola enfrentava um agravamento da crise decorrente sobretudo da quebra do preço do petróleo, estando atualmente a recuperar.