A taxa de desemprego de setembro de 2017 situou-se em 8,5%, menos 0,3 pontos percentuais (p.p.) do que no mês anterior e menos 0,6 p.p. em relação a três meses antes.

Aquele valor representa uma revisão de menos 0,1 p.p. face à estimativa provisória divulgada há um mês e ter-se-á de recuar até abril de 2008 para encontrar uma taxa tão baixa quanto esta", refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A população desempregada de setembro foi estimada em 439,8 mil pessoas, tendo diminuído 2,6% em relação ao mês precedente (menos 11,9 mil pessoas), enquanto a população empregada foi estimada em 4.715,1 mil pessoas, tendo aumentado 0,1% (mais 6,2 mil pessoas) face ao mês anterior.

Já estimativa provisória da taxa de desemprego de outubro foi de 8,5%. Neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 436,9 mil pessoas e a da população empregada foi de 4.711,2 mil pessoas.

Governo fala em "recuperação muito consolidada"

O secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, foi o primeiro elemento do Governo a reagir, dizendo que os dados definitivos relativos ao desemprego confirmam a “trajetória de recuperação sustentada da economia e do mercado de emprego”.

Há um ano a taxa estava perto ainda dos 11%, tem sido uma trajetória de recuperação muito consolidada em que o crescimento económico se tem traduzido na melhoria dos níveis de emprego a um ritmo bastante satisfatório e que nos enche de confiança para que este caminho possa continuar”.

A este respeito, referiu, “as questões da confiança dos investidores, empresários e dos consumidores são importantes e também as políticas públicas, com a devolução dos rendimentos e com um conjunto de opções estratégicas que têm permitido alavancar esta trajetória”, disse à Lusa.

Mesmo o desemprego jovem tem tido também uma trajetória sustentada, na ótica do Governante, “mas ainda está em níveis que têm que ser objeto de atenção pública permanente (…) é uma questão que merece toda a atenção do Governo”.

Relativamente às estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE) para outubro, o secretário de Estado opta por aguardar pelas definitivas.

“É verdade que o último trimestre é tradicionalmente menos favorável em termos de evolução, mas temos confiança de que o caminho que estamos a percorrer é sustentável e que com a recuperação económica, os dados do mercado que temos, as opções de políticas públicas e de emprego, direcionadas para os jovens e desempregados de longa duração, será possível continuar a aprofundar este caminho”, finalizou.