O presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro, Pedro Machado, apelou ao reforço de reservas por turistas portugueses na região afetada pelos fogos da última semana, revelando que caíram, ao contrário das efetuadas por estrangeiros.

Curiosamente, as principais tendências para cancelamento de reservas foram dos portugueses. Foram dos nacionais, ao contrário das reservas dos estrangeiros, que tendo sido auscultados caso a caso, não só mantiveram as suas reservas, como nalguns casos até reforçaram o número de reservas", disse Pedro Machado à agência Lusa.

"O que achamos é que os portugueses têm aqui uma oportunidade. Por cada intenção de reserva que queriam cancelar, façam duas, façam três, façam quatro, convidem os amigos, desafiem os amigos também a vir", apelou, em declarações à margem da reunião extraordinária do Conselho Geral de Parceiros das Aldeias do Xisto, que hoje decorreu em Figueiró dos Vinhos, distrito de Leiria, um concelho também afetado pelos incêndios.

O responsável da entidade regional de turismo garantiu que equipamentos turísticos dos territórios mais afetados pelos incêndios "estão em plenas condições de funcionamento", embora os municípios em causa "tenham, naturalmente, um prejuízo que todos puderam ver na televisão, uma paisagem que infelizmente foi atingida no seu coração" pelas chamas.

Mas todos queremos contribuir para que essa imagem passe rapidamente", frisou Pedro Machado.

O fogo que deflagrou em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, alastrou a Figueiró dos Vinhos e a Castanheira de Pera, fazendo 64 mortos e mais de 200 feridos.

As chamas chegaram ainda aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra, mas o fogo foi dado como dominado na quarta-feira à tarde.

incêndio que teve início no concelho de Góis, no distrito de Coimbra, atingiu também Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais. Ficou dominado na manhã de quinta-feira.