A gigante britânica de telecomunicações, Vodafone, admite retirar a sede do Reino Unido dada a incerteza sobre quais as vantagens, de estar na União Europeia, que se manterão no pós Brexit, a noticia foi avançada pelo Financial Times.

O grupo criado em 1980, e que gera, atualmente, a maior parte das suas receitas além-fronteiras, afirma que não é possível, neste momento, uma posição firme sobre a localização da sede da empresa no longo prazo.

Numa declaração, reproduzida por toda a imprensa internacional, o grupo diz que “vai continuar a avaliar a situação e que tomará as decisões que forem apropriadas e respondam aos interesses de clientes, acionistas e colaboradores”.

A Vodafone acrescenta, no entanto, que está comprometida com a prestação do serviço aos seus clientes no Reino Unido e que pretende continuar a investir na operação no país.

O grupo, que tem mais de 13 mil trabalhadores em terras de sua majestade, tem a sede localizada em Londres e a operação local instalada em Newbury.

A grande maioria dos seus 462 milhões de clientes, 108 mil empregados e 15 mil fornecedores está localizada fora do Reino Unido, com a operação europeia total a representar cerca de 55% dos lucros. A operação do Reino Unido só conta 11% para o bolo total.

A Vodafone refere ainda que o fato do Reino Unido estar na União Europeia tem sido "um importante fator de crescimento da empresa, frisando que a livre circulação de pessoas, capital e bens são “essenciais para o funcionamento de qualquer negócio pan-europeu , assim como os quadros jurídicos individuais que abrangem todos os Estados membros".