A taxa de desemprego caiu para o valor mais baixo desde há quase 14 anos. Em dezembro, foi de 8%, valor final do Instituto Nacional de Estatística, que para janeiro aponta para nova descida, para 7,9%.

Aquele valor [taxa de 8% dezembro] representa uma revisão de mais 0,2 p.p. face à estimativa provisória divulgada há um mês e ter-se-á de recuar até julho de 2004 para encontrar uma taxa inferior a esta".

O INE confirmou, também hoje, que a economia portuguesa cresceu 2,7% em 2017. O valor do PIB está em níveis próximos de 2010, antes da crise que trouxe a troika para Portugal. 

No que toca ao mercado de trabalho, 2017 foi um ano de contínua redução da taxa de desemprego. Um ano que terminou com mais pessoas a saírem das estatísticas negras, mas mesmo assim é preciso não esquecer que existem 412.300 desempregados registados. 

No último mês de 2017, a taxa desceu 0,1 pontos percentuais em relação a novembro, 0,5 p.p. em relação aos três meses anteriores e 2,2 p.p. face ao mesmo mês de 2016. 

Já 2018 arrancou, ao que tudo indica, com nova redução no número de pessoas sem trabalho em Portugal. “A estimativa provisória da taxa de desemprego de janeiro de 2018 situou-se em 7,9%”, destaca o INE.

Fazendo as contas, a estimativa da população desempregada aponta para 410.600 pessoas e a da população empregada para 4.773.400 trabalhadores.

Uma realidade ainda complicada para os jovens

A estimativa do INE para o primeiro mês deste ano, no que toca aos jovens (entre os 15 e os 24 anos), é de uma taxa de desemprego que ainda assusta bastante: 22,2% ou 83.700 pessoas, mantendo-se inalterada em relação a dezembro. Bem diferente da data dos adultos (25 a 74 anos), que se situou em 6,8%.

Ainda ontem, foi divulgado um relatório da Cáritas Europa que acusa Portugal de não estar preparado para oferecer "empregos dignos" a jovens licenciados.

Revela, também, que a maioria dos jovens em Portugal não consegue arrendar ou comprar casa devido ao desemprego, aos empregos precários e a um mercado de habitação com preços muito elevados.

A Cáritas Europa adverte que as políticas adotadas na última década, em Portugal, não quebraram ciclos de transmissão da pobreza.