Os trabalhadores dos correios vão estar em greve na sexta-feira contra a privatização total da empresa, que prevê que a distribuição de correspondência seja assegurada e que as lojas funcionem normalmente, disse fonte dos CTT à Lusa.

«Tendo em conta o que se passou na greve realizada no final de novembro, a empresa não tem grandes preocupações quanto à distribuição de correio, que deverá decorrer com normalidade, e as 624 lojas também deverão estar todas abertas na sexta-feira», disse o responsável pelos recursos humanos dos CTT.

Segundo António Marques, caso haja algum atraso devido à paralisação, será recuperado no dia seguinte. Nos dias de greve, os Correios dão prioridade ao correio azul, registado e expresso, e ao correio social (vales de prestações sociais).

A paralisação de sexta-feira, que começa às 0:00, foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), e por outros três sindicatos, e abrange todo o pessoal dos CTT.

A greve não afeta os postos de correio explorados por parceiros dos CTT, nem os transportes de correspondência, que são assegurados por empresas externas.

A maior parte do capital dos CTT - Correios de Portugal, 70%, foi privatizada este ano, com dispersão em bolsa.

Numa primeira fase, o Estado, através da Parpública, fica com 30% dos CTT, mas a médio prazo, o Estado deverá sair da empresa.

Ao longo do ano, os trabalhadores dos CTT fizeram várias greves relacionadas com questões remuneratórias, subsídios de férias e de Natal, progressão na carreira e o pagamento de diuturnidades, do trabalho suplementar, das ajudas de custo e de transporte.