O Governo anunciou esta quinta-feira que o Barreiro é a única localização em cima da mesa para a instalação do terminal de contentores, avançando agora a candidatura a fundos comunitários para a realização de estudos de impacte ambiental. 

«A única localização que continua a ser estudada é a do Barreiro, que foi a que reuniu consenso», declarou esta quinta-feira o secretário de Estado das Infraestruturas, adiantando que «se os estudos confirmarem as expectativas que existem, não haverá um euro de dinheiro público envolvido neste projeto». 

Em declarações aos jornalistas, no Porto de Lisboa, Sérgio Monteiro avançou que se inicia agora a fase de estudos para o projeto de instalação do terminal de contentores no Barreiro, ficando pelo caminho a solução da Trafaria. 
O ministro da Economia, Pires de Lima, realçou que a escolha do Barreiro foi «a decisão acertada» e «consensual», realçando que é «um acerto não só do Governo, como da Câmara de Lisboa, do Barreiro e do Seixal». 

«Sinto-me orgulhoso de ter estabelecido as pontes, com o senhor presidente da Câmara de Lisboa, do Barreiro, do Seixal, com a Administração do Porto de Lisboa e encontrar uma solução que serve a região e serve o país», declarou o governante. 

Confrontado com a preferência do seu antecessor à frente do ministério da Economia, Álvaro Santos Pereira, pela opção da Trafaria, Pires de Lima recusou-se a fazer comentários: «Eu sei que o que faz notícia na comunicação social é a picardia política. Estou nestas funções há 19 meses e um dia e nunca ouvirão uma palavra de crítica ao meu antecessor». 

«Estou especialmente satisfeito por ter havido o acerto, com as 11 autarquias que hoje aqui estiveram presentes, para que até 2020 o Tejo seja navegável até Alhandra e desenvolver os diferentes terminais com vocações distintas», acrescentou. 

Pires de Lima destacou ainda a possibilidade do terminal de contentores no Barreiro recuperar para a região «uma centralidade logística, mas também industrial que fazem parte da sua história e da sua tradição».
 
Em desenvolvimento estão três projetos: a marina do Tejo, o terminal de cruzeiros e o terminal de contentores. 
Segundo a presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL), Marina Ferreira, vão iniciar-se o aprofundamento de estudos no sentido de desenvolver as três frentes - a do Seixal, onde está instalada a indústria da siderurgia, que passará a receber e a exportar as suas mercadorias a partir do cais adjacente à unidade industrial, a renovação de toda a zona portuária do Barreiro e o canal da navegabilidade que irá permitir a acessibilidade de empresas, como a Cimpor e a plataforma logística de Lisboa norte, que significa retirar camiões da estrada e diminuir o tempo de transporte.