A greve dos CTT contra a privatização da empresa de serviço postal regista uma adesão que ronda os 95 por cento, «superando as expetativas iniciais», revelou o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações à Lusa.

Políticos e centrais sindicais apoiam trabalhadores dos CTT em greve

De acordo com Vítor Narciso estes números ainda podem subir, uma vez que não têm ainda em conta os trabalhadores dos centros de distribuição e das estações de correio que ainda não abriram.

«Estes números eram esperados de alguma maneira, mas superam a expetativa, apesar de esperarmos esta reação por parte do trabalhadores, tendo em conta o que estava em causa. Estamos satisfeitos (¿), para já esta greve está a ser um êxito», frisou .

Já o porta-voz dos CTT, Fernando Marante, disse à Lusa que as indicações gerais até ao momento, revelam «números muito abaixo dos valores lançados pelo Sindicato», sem especificar.

Fernando Marante acrescentou que só quando as lojas e os carteiros entrarem ao serviço, bem como os administrativos, se podem contabilizar os dados oficiais, remetendo para mais tarde o seu anúncio.

Em causa na marcação da greve de 24 horas está, de acordo com o sindicalista, a privatização da empresa de serviço postal, a diminuição de direitos com o sistema complementar de saúde, e a diminuição dos postos de trabalho, além da defesa do serviço público de correios e do serviço prestado às populações.