Os trabalhadores das empresas de segurança privada iniciam à meia-noite uma greve de dois dias contra a redução do valor do trabalho extraordinário e noturno e a criação de bancos de horas.

O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Atividades Diversas (STAD), Carlos Trindade, disse à Lusa que, após três anos de negociação do contrato coletivo de trabalho, «chegou-se a uma situação de impasse porque as empresas do setor querem que os trabalhadores abdiquem de várias matérias que estão atualmente consignadas no contrato».

Os trabalhadores do setor da segurança privada «estão em luta pela negociação de um contrato coletivo que não os prejudique», disse o sindicalista, acrescentando que as empresas pretendem também acabar com as folgas de compensação e com a majoração de três dias de férias .

Segundo o dirigente do STAD, as empresas de segurança estão dispostas a dar um aumento salarial de 1,5% aos trabalhadores em troca de uma bolsa de horas, da alteração do horário de trabalho noturno e da redução do pagamento das horas extraordinárias para os 40%, quando agora são remuneradas entre 50 a 100%.

Durante os dois dias de paralisação os trabalhadores e os sindicalistas do setor vão manter-se em piquete de greve junto às principais empresas, nomeadamente junto à Esegur, de Leça do Balio e de Lisboa, e à Prosegur, em Lisboa.

O pré-aviso de greve emitido pelo STAD (filiado na CGTP) abrange 35.000 trabalhadores de 120 empresas.