São novos dados, que mostram uma relação de grande proximidade entre Durão Barroso e o Goldman Sachs, ao longo dos dez anos em que foi presidente da Comissão Europeia.

O jornal Público revela e-mails, cartas e mensagens trocadas entre a equipa de Barroso e o banco norte-americano, onde é agora presidente não executivo, e afirma que os banqueiros faziam chegar confidencialmente ao gabinete do então presidente da Comissão sugestões de alteração às políticas da União Europeia.

As revelações surgem um dia depois de Barroso ter quebrado o silêncio e garantido que não se arrepende de nada. O ex-presidente da Comissão diz-se mesmo alvo de discriminação, por lhe terem sido retirados os privilégios de ex-presidente da Comissão.

Na correspondência trocada com o Goldman Sachs fica clara a existência de vários encontros, que não foram tornados públicos na altura, nem há qualquer acta ou registo destas reuniões na agenda pública do ex-presidente da Comissão.

Durão Barroso desmente que haja qualquer relação privilegiada com o banco norte-americano, e diz que fazia parte das suas funções auscultar o sentimento dos mercados, mas não esclarece se o fez com outros bancos de investimento.