Os trabalhadores da Petrogal vão estar em greve desde as 00:00 de quarta-feira às 06:00 de segunda-feira em “defesa da contratação coletiva” e pela “aplicação de direitos que estão a ser postos em causa pela administração”.

Em declarações à agência Lusa, Armando Farias, coordenador da federação intersindical Fiequimetal (CGTP), além de enumerar os motivos para a paralisação, explicou que as negociações estão suspensas.

Houve um processo negocial, a empresa requereu o aviso de caducidade. O aviso foi publicado e está impugnado e, neste momento, as reuniões com a empresa estão suspensas”, afirmou.

O dirigente sindical da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal) indicou esperar uma “adesão forte”, acrescentando que quanto a consequências, a avaliação será feita depois de iniciada a paralisação.

Em comunicado divulgado no passado dia 19, a Fiequimetal referia que “como o Governo e a administração da Petrogal e do Grupo Galp Energia persistem em fugir às suas responsabilidades”, a federação “deu seguimento à decisão dos trabalhadores de prosseguir a luta, convocando um novo período de greve para os dias 26 a 31 de julho”.

A federação considerou “incompreensível” e “injustificável” que não tenha sido remarcada uma reunião, “suspensa há quase um mês”, no ministério do Trabalho.

Entre os objetivos enumerados para a paralisação estão “parar a ofensiva da administração contra a contratação colectiva e os direitos sociais”, a melhoria dos salários, o combate à “eliminação de direitos específicos dos trabalhadores por turnos” e a “desregulação e o aumento dos horários, incluindo por via do famigerado ‘banco de horas’, que visam pôr os trabalhadores a trabalhar mais por menos salário”.

“Defender os regimes de reformas, de saúde e outros benefícios sociais, alcançados com muita luta, ao longo de muitos anos de trabalho e de riqueza produzida”, concluiu a federação sobre as justificações para a greve.