A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários decidiu suspender a negociação das ações do BPI, no dia em que acionistas do banco se reúnem em assembleia-geral que dita o futuro da instituição.

Em comunicado o regulador do mercado refere que o conselho de administração da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários deliberou "nos termos do artigo 214º e da alínea b) do n.º 2 do artigo 213º do Código dos Valores Mobiliários, a suspensão da negociação das ações do Banco BPI, S.A., até à divulgação de informação relevante sobre o emitente". 

O grande objetivo da reunião magna é pôr fim à blindagem dos estatutos que permitirá aos catalães do Caixa Bank levar em frente a Oferta Pública de Aquisição sobre a instituição liderada por Fernando Ulrich. Por isso, é esperada informação relevante que pode ser determinante para a evolução do título em bolsa. Um dos motivos que terá levado a CMVM a suspender a negociação meia hora antes da abertura do mercado.

Atualmente, os acionistas do BPI não podem votar com mais de 20% dos direitos de voto. Ou seja, mesmo com cerca de 45%, o CaixaBank só pode votar com 20%.

Pôr o fim a este limite é essencial para que siga em frente a oferta do banco detido pelo La Caixa. É essa desblindagem que será votada hoje no Porto, duas vezes. Uma das votações foi marcada pelo acionista Violas Ferreira, e só será bem sucedida se conseguir mais de dois terços dos votos. A segunda votação, marcada pela administração do banco, será feita à luz do novo diploma do Governo, o que faz com que não seja precisa a maioria qualificada de acionistas. 

A reunião está marcada para as 11:30, Se os acionistas forem favoráveis à desblindagem, a oferta do CaixaBank estará mais próxima da concretização.

A oferta do CaixaBank foi lançada a 1,113 euros por título. Ontem as ações do banco fecharam a valer 1,109 euros cada.