A circulação dos autocarros da Carris estava às 07:30 a fazer-se «com normalidade», apesar do pré-aviso de greve dos trabalhadores contra a intenção de privatização da empresa, disse uma fonte da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações.

Em declarações à agência Lusa, Manuel Leal, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), adiantou que a circulação de autocarros estava a fazer-se «com normalidade», prevendo-se constrangimentos a partir das 08:30.

«A circulação poderá vir a ser afetada a partir das 08:00, 08:30 porque há trabalhadores que vão recolher, para ir depois à marcha que está marcada para as 10:00 no Cais do Sodré», disse o dirigente sindical.

Manuel Leal explicou que o pré-aviso de greve para todo o dia de hoje «pretende criar condições para que os trabalhadores possam participar na marcha contra a privatização das empresas».

«Os trabalhadores saíram todos de manhã com os autocarros, mas devem recolher para participar na marcha. Pelo menos foi essa a intenção manifestada pelos trabalhadores à FECTRANS», disse.

De acordo com Manuel Leal, o objetivo da marcha é mostrar que a privatização que o Governo quer fazer vai aumentar os custos para os utentes e piorar a qualidade dos serviços.

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, Transtejo e Soflusa vão realizar um plenário cerca das 10:00, junto ao Cais do Sodré, podendo vir a participar na marcha de protesto que tem início previsto para as 10:00 no Cais do Sodré, com direção ao Largo de Camões, um percurso no qual se esperam centenas de trabalhadores e utentes.

A Carris recebeu um pré-aviso de greve para todo o dia de quarta-feira e, por isso, terá constrangimentos no serviço, com perturbações que deverão decorrer até ao final do último serviço do dia. Em funcionamento vão estar, em 50% do regime normal, as carreiras 703 (Charneca - Bairro de Santa Cruz) e 751 (Estação de Campolide - Linda-a-Velha).

O Metropolitano de Lisboa, Transtejo e Soflusa não estão em greve, prevendo-se a participação em plenários e na marcha.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, anunciou no final de fevereiro que a subconcessão das operações do Metro de Lisboa e da Carris deverá estar concluída até ao final de julho.

A Carris e o Metro têm uma administração comum desde o início do ano, que partilham ainda com a Transtejo/Soflusa, mas esta última ficou fora desta proposta de concessão, recorda a Lusa.