O Instituto Nacional de Estatística divulga, esta sexta-feira, o valor do défice até ao terceiro trimestre deste ano (ou seja, até setembro). Contudo, mesmo à porta do Natal, o primeiro-ministro trouxe já ontem uma prenda que tornou pública, revelando que o défice de todo o ano de 2017 ficará abaixo de 1,3%, melhor do que a previsão de 1,4%. 

Sobre as contas que o INE vai divulgar hoje, entre janeiro e setembro, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estimou no início de dezembro que tenha ficado nos 0,3%, abaixo do objetivo do Governo para o conjunto de 2017.

Embora este valor fique bem abaixo da meta do Governo para a totalidade do ano, os tais 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), há medidas que avançaram apenas no quarto trimestre - como o pagamento de metade dos duodécimos dos funcionários públicos e o fim da sobretaxa de IRS nos últimos escalões - que deverão aproximar o valor final do défice da meta do Governo.

Ontem, foram estas as palavras do primeiro-ministro a anunciar a notícia sobre o défice de 2017, ainda nem o ano acabou.

Vamos ter este ano, o ano de maior crescimento económico desde o princípio do século. Tivemos o ano passado o menor défice da nossa democracia e este ano vamos ter um défice, que hoje já podemos dizer sem criar arrepios ao senhor ministro das Finanças que será inferior a 1,3%".

O anúncio foi feito na cerimónia de boas festas ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.