O Fundo de Resolução vai assumir o risco com os processos judiciais colocados por investidores, como o Oak Finance ou a Pimco, que contestam decisões do Banco de Portugal tomadas no âmbito da resolução do Banco Espírito Santo.

Segundo o Diário Económico, a decisão do Banco de Portugal foi tomada a 29 de dezembro, numa deliberação que não foi tornada pública. Em causa está milhares de milhões de euros de processos que poderão resultar em encargos para o Fundo.

Um dos processos, da Oak Finance, exige a anulação da decisão que retirou do Novo Banco e colocou no BES “mau” um empréstimo de 823 milhões de dólares.

Já a Pimco contesta a decisão tomada a 29 de dezembro, que transferiu para o BES dívida sénior no valor de dois mil milhões de euros, sendo que o fundo tinha investido 228 milhões de euros em obrigações.

E mesmo que estes e outros processos sejam derrotados em tribunal, o fundo arrisca a ser chamado a pagar aos obrigacionistas seniores.