Quem trabalha na Madeira passará, este ano, a ganhar no mínimo 592 euros. O Conselho do Governo Regional aprovou o novo valor esta quinta-feira. Um valor que representa um aumento de 22 euros em comparação com o montante de 2017.

No continente, o ordenado mínimo sobe 23 euros, mas ainda é 12 euros mais baixo, no final de contas, em relação ao do arquipélado: é de 580 euros.

O texto das conclusões da reunião semanal do executivo madeirense, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, refere que esta proposta de retribuição mínima mensal será enviada à Assembleia Legislativa da Madeira e prevê efeitos retroativos a 1 de janeiro deste ano.

Este acréscimo salarial visa contribuir, nos limites do possível e da atual conjuntura económica, para a melhoria dos níveis remuneratórios do conjunto de trabalhadores que auferem retribuições mais baixas, no cumprimento dos objetivos da política social, assumidos pelo Governo Regional”.

A 30 de março de 2017, o parlamento insular fixou o valor da retribuição mínima mensal em 570 euros, o que representou um acréscimo de 2,3% em relação ao montante nacional.

Este montante correspondeu a um aumento de 30 euros mensais para mais de 8.000 trabalhadores na Madeira.

Na reunião de hoje, outra das decisões tomadas pelo executivo madeirense foi atribuir a responsabilidade à Secretaria Regional da Inclusão e Assuntos Sociais de organização das comemorações do Dia da Revolta da Madeira (4 de abril), do Dia do Trabalhador (1 de maio) e do Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses (1 de julho), autorizando “a realização dos procedimentos atinentes às mesmas”.