O empresário norte-americano, dono da brasileira Azul, ganhou a privatização da TAP, apurou a TVI. O Estado vai encaixar entre 15 a 20 milhões de euros.

Os dois candidatos à privatização da companhia área portuguesa, Germán Efromovich e David Neeleman, entregaram na semana passada as suas propostas finais melhoradas. 

O consórcio liderado por Neeleman é composto por cinco investidores, entre os quais o grupo português Barraqueiro e fundos de investimento que são acionistas da Azul. 

O Governo anuncia oficialmente a sua escolha esta quinta-feira, após a reunião do Conselho de Ministros.

No mês passado, o empresário considerou em entrevista a um jornal brasileiro que o negócio é “interessante” devido “ao tráfego forte” da transportadora aérea portuguesa para o Brasil.
 

“É um negócio interessante, porque têm um tráfego forte para o Brasil. Podemos fazer muitas coisas interessantes integrando a operação da TAP com a Azul”, afirmou o empresário fez uma das três propostas vinculativas para aquisição de até 66% do grupo liderado por Fernando Pinto.

 


Propostas "são sólidas e dão garantias de futuro"


O presidente da TAP diz que as propostas para a empresa “são sólidas e dão garantias de futuro”
  
Em entrevista ao Diário Económico, Fernando Pinto afirma que os dois projetos sofreram mudanças para melhor e está, por isso, “muito tranquilo”. 
  
O presidente executivo da TAP revela ainda que a empresa tem um ‘plano B’ caso o Governo decida não vender a companhia, mas por enquanto não quer adiantar detalhes. 
  
Quanto ao plano de contenção de despesas exigido pelo Governo depois da greve dos pilotos, Fernando Pinto diz que a base desse plano é o reajustamento de rotas, que não vão ser fechadas, mas suspensas. 
  
Fernando Pinto admite ainda que o pessoal de voo tem de ser adequado a uma empresa um pouco melhor, mas afasta o cenário de despedimentos, lembrando que na TAP há várias pessoas em condições de sair para a reforma.