O presidente cipriota, Nicos Anastasiades, anunciou hoje um plano de 340 milhões de euros para lutar contra o desemprego, ao ajudar as pequenas e médias empresas num contexto económico difícil.

Anastasiades apontou 10 medidas para dar emprego a 7.500 pessoas e ajudar 2.000 famílias.

Com a recessão, 40.000 pessoas dependem de ajuda alimentar, uma situação sem precedentes. A taxa de desemprego atinge 17% e deverá chegar a perto de 20% no próximo ano.

«Uma das piores consequências da crise económica é sem dúvida o aumento do desemprego», afirmou Anastasiades.

O plano prevê a concessão de empréstimos com taxas de juro baixas a pequenas e médias empresas para criação de postos de trabalho ou para a manutenção dos mesmos.

O governo vai também dar benefícios às empresas que empreguem jovens e quer criar emprego no setor do turismo.

A economia cipriota deve contrair-se 7,7% em 2013 e 4,8 em 2014, segundo previsões da troika.

Chipre, em dificuldades devido à exposição dos seus bancos à dívida grega, teve de recorrer em março passado a um empréstimo de 10 mil milhões de euros do Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional.

Em contrapartida, o país comprometeu-se a fazer cortes orçamentais drásticos e teve de reestruturar o setor bancário, o que levou à liquidação de um dos principais bancos.

Muitos cipriotas tiveram reduções salariais, enquanto os impostos aumentaram.

Para sábado está prevista uma manifestação de protesto contra a degradação das condições de vida, o desemprego e a austeridade.