Lisboa, Porto e Faro, as três cidades estiveram hoje por conta dos taxistas. O protesto começou cedo e ao início da manhã a fila de táxis começou a formar-se.

Em Lisboa a concentração foi no Parque das Nações. Cerca de três mil taxistas responderam à chamada. Dali tomaram conta das principais ruas da capital. Um protesto contra a UBER, a aplicação que os taxistas acusam de lhes estar a estragar o negócio. Foram milhares os carros que desfilaram em Lisboa e em solidariedade o serviço de Rádio Taxis parou durante o protesto.

Nas outras cidades a participação ultrapassou as expectativas. Mil taxistas no Porto e duzentos em Faro, um sucesso para a classe. O único problema foram os colegas que decidiram trabalhar em dia de protesto. No Aeroporto Francisco Sá Carneiro a tensão aumentou mas a polícia, em forte número no local, resolveu rapidamente a questão. No Algarve, onde a UBER ainda não se faz sentir, o protesto serviu mais para prevenir, pois todos sabem que é uma questão de tempo até a UBER lá chegar. 

Em Lisboa o protesto durou mais de oito horas e foi nas ruas da capital que se viveram momentos de tensão que degeneraram em violência. De um lado os taxistas que aderiram ao protesto e do outro os que optaram por trabalhar normalmente. Voaram ovos, tomates e até garrafas, murros e pontapés entre colegas.

Eram 16:30 quando o primeiro carro chega ao Terreiro do Paço. Florêncio Almeida, Presidente da ANTRAL, é recebido pela Ministra da Justiça que promete reunir em breve com o colega da Economia. Pires de Lima também já tinha recebido a visita do responsável da ANTRAL, mas ausente no Algarve, ficou a intenção de ouvir as queixas dos taxistas, muito em breve.

É isso que estes esperam agora, uma resposta breve do governo. Ficou também a garantia, se a UBER não parar, os protestos continuam ao longo da campanha eleitoral para as legislativas.   

Em declarações à TVI24, na 21ª Hora, Florêncio Almeida acusou o ministro da economia de ter arranjado o enquadramento necessário, para que a UBER continue a fazer concorrência desleal aos taxistas. Já o fiscalista Samuel Fernandes de Almeida defende que a lei está desfasada da realidade e que os taxistas não estão a conseguir adaptar-se aos novos tempos.