Os juros da dívida a cinco e a dez anos atingíram níveis mínimos pelo segundo dia consecutivo, para o patamar mais baixo de sempre.

No prazo de cinco anos, estão a recuar para 0,454%, um mínimo de sempre, contra 0,459% na quinta-feira.

No prazo que serve de referência, a 10 anos, serve para medir o apetite dos investidores pela dívida nacional, os juros estão nos 1,823%. É o valor mais baixo desde maio de 2015 e compara com os 1,855% de quinta-feira.

No que toca aos juros a dois anos, hoje estão a subir para -0,309%, contra -0,329% na quinta-feira e o valor mais baixo de que há memória, atingido na última terça-feira (-0,401%), um dia depois da eleição do ministro das Finanças português, Mário Centeno, para presidente do Eurogrupo.

Tem sido, assim, uma semana de assinalável alívio no mercado secundário de Obrigações do Tesouro.

Uma semana igualmente marcada por uma troca de dívida feita pelo IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa: foi estendido o prazo de 1.039 milhões de euros de Obrigações do Tesouro, que venciam em 2019 e 2020, para 2022 e 2027.