As exportações continuam a crescer menos do que as importações. Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, conhecidos hoje, mostram que o que Portugal vendeu para fora aumentou 4,6% em julho, enquanto os bens comprados ao estrangeiro cresceram 12,8%. Comparando umas com as outras, quase o triplo de diferença.

Em comparação com o mês anterior, tanto importações como exportações abrandaram, já que em junho tinham subido 6,6% e 6,7%. 

O INE adianta que o défice da balança comercial para 1.057 milhões de euros no mês de julho, "o que corresponde a um aumento de 446 milhões de euros face ao mesmo mês de 2016".

No caso das importações, os aumentos ocorreram em “todas as categorias económicas”, com enfoque no crescimento dos combustíveis e lubrificantes, que rondou os 46% do total.

Quanto às exportações evidenciam-se os aumentos, em relação ao mesmo mês de 2016, nos fornecimentos industriais (mais 8,1%) e nas máquinas e outros bens de capital (mais 18,6%).

Exportações para Angola ganham fôlego

As exportações para Angola e França registaram os maiores aumentos face a julho de 2016. No caso de Angola, +55,3%, para 171 milhões de euros, quando no ano anterior, nesse mês, tinham alcançado 110 milhões. Quanto a França, a subida é de +7,1% para 559 milhões.

Em sentido contrário, apenas se registaram reduções nas exportações para Espanha (3,9%) e Reino Unido (-4,8%).

No âmbito dos maiores países fornecedores, só as importações do Reino Unido diminuíram em termos homólogos. O INE realça o crescimento das importações provenientes de Espanha, que cresceram 7% e da Alemanha, com um aumento de 13,9%.