Mais de centena e meia de taxistas participaram esta terça-feira, em Faro, no protesto que a Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) convocou contra o transporte de passageiros por veículos disponibilizados através da plataforma eletrónica Uber.

A marcha lenta - que também se realizou nas cidades de Lisboa e do Porto - partiu do Parque das Cidades, junto ao estádio Algarve, cerca das 09:00, e durante aproximadamente duas horas percorreu algumas das principais artérias de Faro, passando também pelo aeroporto local, terminando perto das 11:30 no Largo de São Francisco, na baixa da cidade algarvia.

António Pinto, delegado da ANTRAL em Faro, disse à Lusa que o protesto de hoje foi “bastante positivo” e que “não esperava tanta adesão” para defender os interesses dos taxistas a nível nacional, mas também no Algarve, região onde disse haver “muitas Uber”.

“No Algarve, infelizmente temos bastantes Uber, embora não tenham esse nome”, afirmou, numa referência às empresas que fazem transferes entre hotéis, campos de golfe e o próprio aeroporto, sem, alegadamente, terem licenciamento para o efeito.

Vital Campos, taxista que trabalha em Loulé, disse à Lusa que “qualquer pessoa que tem um carro particular pode fazer estes transportes” de passageiros e “está a prejudicar quem está legal na atividade”.

“Um indivíduo compra uma carrinha e começa a laborar no dia seguinte, enquanto nós temos de tirar licenças”, acrescentou, sublinhando que estas carrinhas de transferes fazem concorrência desleal e deixam os taxistas numa situação “cada vez mais complicada”.

 A Uber já respondeu aos protestos dos taxistas, que estão a fazer uma marcha lenta contra os serviços da empresa norte-americana em várias cidades do país.

Na sua página do Facebook, a Uber publicou um vídeo, no qual se podem ver e ouvir vários utilizadores do serviço.“Mais de 700 utilizadores já explicaram porque usam a Uber .Convidámos os nossos utilizadores a explicar porque usam a Uber. Aqui estão algumas respostas”