O FMI voltou a rever em baixa as previsões de crescimento da economia da zona euro para 2017, com o Brexit a ser a principal razão para este pessimismo.

"O crescimento do Produto Interno Bruto da zona euro deverá desacelerar de 1,6% este ano para 1,4% em 2017, sobretudo devido ao impacto negativo do resultado do referendo no Reino Unido”, que determinou a saída do país da União Europeia, lê-se no relatório do Fundo Monetário Internacional.

O documento aponta ainda que as perspetivas a médio prazo para a zona euro são “medíocres” - dado o elevado desemprego herdado da crise, a elevada dívida pública e privada e as debilidades estruturais que afetam o crescimento da produtividade.

Daí projetar um crescimento a cinco anos em torno de 1,5%, com a taxa de inflação a ficar-se pelos 1,7%.

Quanto a Portugal, no final de junho o FMI cortou as previsões de crescimento de 1,4% para 1% este ano, sendo que a economia só irá criar 1,1% de riqueza no ano seguinte. A queda no investimento e o abrandamento das exportações são as principais razões para esta revisão.

Em entrevista à TVI, o chefe da missão do FMI em Portugal, Subir Lall, pediu medidas adicionais para alcançar o défice previsto pelo Governo, de 2,2% este ano.