A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) detetou "indícios de fuga de informação" por altura da preparação da aplicação da medida de resolução ao Banco Espírito Santo (BES), em 2014, através de "diligências internacionais".

O supervisor do mercado português constatou, "com base em diligências internacionais realizadas, indícios de fuga de informação sobre atos destinados a preparar a adoção da medida de resolução", lê-se no relatório anual de 2015 da CMVM, divulgado na sexta-feira

A entidade liderada por Carlos Tavares efetuou "diligências destinadas a confirmar e a apurar o modo de obtenção de informação privilegiada sobre a iminente intervenção no BES e a constituição de um 'bad bank' [banco mau] e sobre o âmbito da eventual transmissão dessa informação a investidores que a possam ter utilizado para realizar transações".