O conselho de administração da Oi aprovou esta quinta-feira a venda da PT Portugal à Altice. De acordo com a edição online do jornal «Estado de São Paulo», a aprovação aconteceu por unanimidade.

O anúncio chega três dias depois da operadora brasileira ter avançado que havia celebrado com a empresa francesa um contrato de exclusividade para negociar a venda da PT Portugal, por um período de até 90 dias. 

A Altice ofereceu 7.400 milhões de euros pela PT Portugal, um valor no qual se inclui 500 milhões de euros que só serão pagos se a PT Portugal atingir determinadas metas ao nível de receitas.

Ainda assim, é uma revisão em alta da proposta inicial da Altice, que se propunha pagar 7.025 milhões de euros, mas em que 800 milhões dependiam da geração de caixa e de receitas.

A 28 de novembro, os CTT - Correios de Portugal anunciaram que assinaram um memorando de entendimento com o grupo francês para a «celebração de um acordo quadro que potencie as sinergias conjuntas» entre a empresa e a PT Portugal. 

Com a compra da PT Portugal pela Altice, os CTT receberão um pagamento inicial de 15 milhões de euros, que será reforçado em mais 15 milhões de euros «sujeito à concretização do acordo quadro referido».

A venda terá de ser aprovada em assembleia-geral de acionistas da PT SGPS, com maioria de dois terços de votos a favor, porque a cotada está sob uma oferta pública de aquisição lançada pela Terra Peregrin, da empresária angolana Isabel dos Santos.

Esta quinta-feira, no entanto, o administrador da empresa adiantou que se a PT Portugal for vendida pela brasileira Oi, «muito provavelmente» deixará cair a Oferta Pública de Aquisição sobre a PT SGPS. 

«Um dos pressupostos é que não haja venda de ativos relevantes e estratégicos. Se houver a venda da PT Portugal, muito provavelmente [a Terra Peregrin] deixará cair a oferta», sobre a PT SGPS, disse Mário Silva, num encontro com jornalistas. 

A PT SGPS detém 25,6% da operadora Oi, que, por sua vez, detém a PT Portugal desde o aumento de capital de 05 de maio.